sábado, 15 de junho de 2013

Links da Semana

Oi pessoal, esse é um post no qual faço links do que rolou nos blogs amigos. Espero que vocês clicam em cada link. Tem muita coisa bacana, vem aproveitar.

TUDO CENTRALIZADO GENTE!!!
AQUI TEM: Blogs amigos. Seja você também!

No blog Inspirados você pode encontrar: 

Um Leitor a Mais cheio de novidades sempre, principalmente as internacionais:

Só fofocas quente no Gossinp:
Não perca o post do sábado retrasado. Olha nós atrasados... #shame

Minha Vida Literária, da fofa e amada Aione Simões:

Cultura super It (It Cultura), quanto mais, melhor:

Quer Braunne? Temos o nosso ácido JC:

Estante Vivas

Oi peeps, como estão? Bom, por aqui está uma maravilha, essa semana tenho pouca coisa para mostrar, infelizmente... E estou a espera de alguns livros, só que até hoje não chegaram, uns comprados outros de trocas e a demora insiste em bater, mas eu vou esperar e tão logo estarei postando para vocês verem. Confiram o que chegou para mim nessa semana:

Adeus, Por Enquanto, de Laurie Frankel, ganhei no blog da Pah do Livros & Fuxicos há pouco tempo. Obrigado a Cia. de Letras por ter enviado o livro. =D

Ganhei via Twitter o livro Confissões, da série Exclusivo, escrito por Kate Brian. Confesso que só me interessei pela capa. ~.~

Ganhei Agenda Escolar da iCarly e um caderninho do Big Time Rush no Twitter da Revista Yo! Pop. Adorei!

Esse kit é para vocês!

Por enquanto é isso, e para vocês chegou muita coisa? Eu quero ver! E lembrando para quem quiser ganhar esse kit da última foto é só deixar um comentário falando que quer ganhar, porque no próximo Estante Vivas postarei o resultado via random.org para vocês. Até lá!

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Namore um bibliotecário de referência


Sabe aquele cara que fica atrás do balcão, 8 horas por dia na frente de um computador, e que vez ou outra você vai até ele perguntar se não tem mais nenhum exemplar de cálculo do Swokowski? O cara para quem você jura que não tem nenhum exemplar de Dinâmica do Hibbeler e que te responde que no sistema tem cinco disponíveis para empréstimo? Aquele que, as vezes, você quase quase derruba na corrida até as estantes para pegar o último exemplar de Circuitos Elétricos do Johnson? (Ah, da próxima vez, derrube-o, porque esse cara precisa sorrir mais, surpreender-se mais e coisa e tal). Pois é, esse cara é o bibliotecário de referência. 

Problemas com alguma norma da ABNT? Com paginação do Word? Não consegue achar aquele artigo que seu orientador falou que é indispensável para seu TCC, sua dissertação ou tese? Aquele programa que joga as referências automaticamente no Word… qual é mesmo? Só o bibliotecário de referência saberá, portanto, corra até ele, afinal o prazo do seu trabalho já está acabando! Não que ele vá resolver todos os seus problemas, mas certamente vai jogar uma luz sobre as trevas, pois se não te der uma resposta, no mínimo vai te encurtar o caminho até ela. Sim, vai. Pode confiar. O caminho pode ser mais curto do que a distância da mesa dele e aquela mesa de estudo que você sempre senta.

O bibliotecário de referência é um navegante nesse mar informacional chamado Web, deixa o Google no chinelo! É muito mais refinado porque conhece os atalhos para chegar até a informação de que você precisa, muito mais perspicaz porque se desdobra para entender sua questão, muito menos máquina porque muito mais humano. É o cara capaz de entender aquilo que você realmente precisa, aquilo de mais imaterial que reside no fundo da sua mente, no âmago da sua dúvida. Resumindo, um poço de sabedoria, mas também um eterno e humilde aprendiz, pois as bases de dados sempre mudam, a quantidade de informação conhecimento cresce assustadoramente a cada ano, ou seja, é impossível aprender tudo sozinho, por isso, precisa de você para ensiná-lo. Sua única certeza é a de que o ciclo da informação gera uma dúvida, que gera uma questão, que gera a busca para a solução. Claro que o bibliotecário de referência está nesse ciclo (existem vários modelos, não se fruste se não encontrar este no Google, ok?) mas como ele trabalha com o público, é seu dever sempre esclarecer tudo.

Portanto, procure-o, consulte-o, faça-o perder horas procurando uma coisa só para você. Isso mesmo: só para você! Deixe-o louco com as suas interrogações: morrer com a dúvida pode ser muito mais doloroso do que ter desperdiçado a chance de solucioná-la. Ou melhor, ter desperdiçado a chance de solucioná-la a dois, pois todos sabemos que duas cabeças pensam melhor do que uma.

Peça e será atendida. Sempre.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Brasil: um país sem livros e leitores ativos

Alice, logo na abertura do livro de Lewis Caroll, pergunta: "De que serve um livro sem figuras e diálogos?". Alice se encontrava no País das Maravilhas. Estivesse em outro país não tão maravilhoso, a pergunta poderia ser outra:

- Para que serve um país sem livros?

Mais de 433 mil visitantes, entre os quais me incluo, buscaram inutilmente a resposta a essa pergunta no estande montado pelo Brasil na Feira Internacional do Livro de Bogotá (FILBO), que é, talvez, um dos eventos editoriais mais importantes da América Latina. Lá, puderam testemunhar
a participação pífia – diria até vergonhosa – do nosso país. A Feira, que na versão 2013 teve Portugal como o convidado de honra, foi aberta no dia 17 de abril e fechou as portas no dia 2 de maio.

O estande montado pelo Brasil era de uma indigência absoluta: uma enorme bandeira verde-amarela com a inscrição "Ordem e Progresso" escondia apenas uma única estante com menos de 20 autores brasileiros, quase todos editados pela mexicana Fondo de Cultura Econômica – e e alguns da Editorial Trotta, de Madri. Na parte posterior, havia um painel – e eu me perguntei o que é que tem a ver o cós com as calças? - onde éramos informados que "el mundo se encuentra en Brasil", com praia e mar ao fundo e um convite: "Ven a celebrar la vida". Isso era tudo. Eu disse: Isso era tudo.

Se Monteiro Lobato tem razão quando afirma que "um país se faz com homens, mulheres e livros", então a imagem do Brasil na Feira era a de um país que não existe ou que tem praia, mar, bandeira e poucos livros. Nenhum dos três itens se fez presente na Feira: nem homens, nem mulheres, e muito menos livros.

Levei quatro livros diferentes da Editora Universidade do Estado do Rio de Janeiro (EDUERJ), um deles, o belo livro de Lúcia Sá "Literaturas da floresta: textos amazônicos e cultura latino-americana". Ofereci um exemplar de cada para figurar na prateleira do estande e a responsável recusou gentilmente, alegando que havia um acordo da Embaixada do Brasil na Colômbia com a empresa Fondo de Cultura para apresentar apenas os livros publicados por essa editora ou por ela distribuídos. Só poderia abrir exceção com autorização do embaixador Antonino Mena-Gonçalves.

Os poucos livros apresentados no estande eram muito bons, mas nem de longe representavam uma amostra de nossa produção literária. Havia quatro títulos de autoria do Leonardo Boff: Ecologia, grito da Terra, grito dos pobres; Evangelho do Cristo Cósmico; A Voz do Arco Iris e o Despertar da Águia. Lá estava também o clássico Memórias Póstumas de Brás Cubas, alguns livros de Jorge Amado e de Clarice Lispector, vários de Rubem Fonseca e da presidente da Academia Brasileira de Letras, Ana Maria Machado. E se acabou. Nada mais.

Alguns amigos colombianos, que no ano passado viram o Brasil ser o convidado de honra, ficaram chocados. Havia na FILBO mais de 500 expositores, por lá circularam mais de 400 escritores colombianos e estrangeiros, lá dentro aconteceram mais de 1.500 eventos, todos eles vinculados ao livro e à leitura. Por lá passaram estudantes, professores, agentes literários, tradutores, pesquisadores, representantes de editoras, de missões comerciais e bibliotecários. Era uma ocasião importante para mostrar o que é que a baiana tem. Não mostramos.

Uma Feira Internacional de Livros como a de Bogotá, além de ser um espaço de festa e de celebração, é uma oportunidade singular para se estreitar relações culturais e editorais e cimentar laços comerciais. O Brasil ficou de fora de tudo isso.

Já o Pavilhão de Portugal parecia abrigar a produção editorial de uma potência econômica e literária, de um gigante vivo, exibindo centenas de títulos. A viúva de José Saramago, a espanhola Pilar del Rio, participou de uma mesa com a escritora colombiana Laura Restrepo.

Outro evento bastante concorrido foi a intervenção do francês Le Clézio, que viveu no México e no Panamá, e por isso é bastante fluente no idioma espanhol.

Os japoneses também se fizeram presentes como se fosse o Japão e não o Brasil, que mantivesse uma fronteira geográfica com a Colômbia. O ilustrador de livros infantis Satoshi Kitamura, bastante conhecido na América Latina, mostrou seus gatos, cachorros e outros animais, além de desenhos de Fernando, um menino muito danado. Ele manteve uma conversa com o escritor Álvaro Robledo.

O destaque foi para a exposição no espaço da Feira sobre La Cueva, um bar na cidade de Barranquila, que nos anos 1940-1950 reunia artistas, poetas, escritores, pintores, jornalistas e boêmios de todo tipo, entre os quais o escritor Gabriel Garcia Márquez. Foi uma gratificação ver crianças e jovens circularem pela exposição, não como obrigação, mas como deleite, num processo de apropriação da memória literária do país em sua língua.

No espaço da Feira aconteceu ainda o 1° Encontro Internacional de Bibliotecas Escolares e o 11° Congresso Nacional de Leitura, que tratou a biblioteca escolar como o lugar que permite a iniciação das crianças no processo de leitura e estimula a viagem pelas páginas dos livros, "conhecendo novos mundos, visitando lugares imaginados e dando vida a cada uma das palavras lidas".

No dia 2 de maio, depois do encerramento da 26ª Feira Internacional do Livro de Bogotá, os organizadores escolheram o Peru como o pais convidado de honra da próxima Feira, em 2014. Quem sabe poderemos, então, responder a pergunta de Alice e mostrar para que serve um país com livros e com leitores ativos.

Por José Ribamar Bessa Freire 

Entrevista com Gail Carriger‏

Confira na íntegra a entrevista exclusiva com Gail Carriger, autora do livro Alma?, que a Editora Valentina disponibilizou aos seus leitores.

Perguntas feitas por blogueiros parceiros da Editora Valentina:

· Irene Moreira, do blog: Saleta de Leitura
- A sombrinha da Alexia Tarabotti além de ser bem especial e diferente é a sua marca registrada e que deu o nome à série. Pode nos dizer por que escolheu a sombrinha?

Gail Carriger: As sombrinhas, além de fazerem parte do cotidiano das jovens elegantes da época vitoriana, são uma ótima arma, sobretudo quando se tem vontade de dar uma sombrinhada na cabeça de alguém. Além disso, “sombrinha” é uma palavra muito agradável.

- No império Britânico os sobrenaturais conviviam em harmonia com os humanos em virtude de regras impostas evitando com isso o ataque e de se alimentarem de humanos. Já para o americano queimava vivo qualquer um que fosse acusado de sobrenatural. O que a levou a colocar os americanos como inimigos em potencial dos britânicos em relação aos sobrenaturais?

GC: Quis deixar um possível conflito no ar para os livros seguintes. 

- O mordomo Floote e o Lorde Akeldama são personagens que nos cativaram durante a história. Seus nomes são bem diferentes e sugestivos. Pode nos explicar em que se inspirou para batizá-los com esses nomes?

GC: Só em pouquíssimas ocasiões o personagem escolhe o próprio nome (Alexia sempre seria Alexia). Na maioria das vezes, os nomes que uso são cookies, ou seja, uma recompensa para o leitor cuidadoso. O nome pode passar aos leitores informações sobre o personagem, sua origem, sua identidade real e seu verdadeiro objetivo ou se relacionar a um aspecto histórico (Tarabotti) ou ainda dar alguma pista ou prognóstico ao seu respeito (Akeldama). Como adoro nomes, brinco com eles, quando possível. Um dia eu gostaria de escrever a história de Alessandro e Floote, mas ainda vai demorar um pouco.

· Aline Polito, do blog Memoirs and Books
- Você já conhecia ou já trabalhou com o Steampunk antes da série Protetorado da Sombrinha? Utilizou alguma fonte inspiradora para isso?

GC: Comecei a ter contato com o steampunk como movimento estético. Há muito tempo sou fã de roupas de época e do estilo gótico e o steampunk me atraiu por mesclar ambos de um jeito divertido. Também adoro ver tecnologias antigas serem recicladas e transformadas em jóias, e adoro observar os incontáveis exemplos da incrível criatividade das pessoas nos últimos anos. 

· Camila Palmeira, do blog Daily of Books
- Em que você se inspirou para construir uma personagem tão autêntica quanto a Alexia?

GC: Alexia é uma solteirona que lida com diversas questões constrangedoras: é filha de italiano (e, ainda por cima, parece ser italiana), lê demais, é desalmada, matou sem querer um vampiro e anda sendo incomodada por um lobisomem grandalhão. Costuma lidar com esses probleminhas dando sombrinhadas nessas criaturas ou conversando com elas, ambas atitudes com resultados desastrosos. Ah, e sua melhor amiga adora usar uns chapéus super espalhafatosos.

· Bianca Carvalho, do blog Amor, Mistério e Sangue 
- Quais são suas maiores influências literárias? Há algo de Jane Austen e/ou Agatha Christie nelas? Estou sentindo esse clima ao ler seu livro.

GC: Minhas maiores influências literárias costumam vir de autores como Charles Dickens, Elisabeth Gaskell e P.G. Wodehouse. Também busco inspiração nos deuses do steampunk e da urban fantasy, tais como Jules Verne ou Horace Walpole e, então, recorro à comédia e à narrativa burlesca para lidar com os arquétipos inerentes a cada estilo. 

· Gabrielle Alves, do blog Livros e Citações 
– Saindo um pouco de O Protetorado da Sombrinha, no início do ano saiu o primeiro volume da saga spin-off, Finishing School, protagonizado por uma garota de quatorze anos. Como será essa nova etapa? Afinal, envolve uma garota de quatorze anos. O humor negro continua?

GC: Todos os meus livros têm aspectos cômicos. Esse lado engraçado é fundamental para mim, como escritora. Até coloquei um bilhetinho na lateral do computador com a frase: “Gail, use o seu senso de humor!” Acho muito melhor fazer as pessoas rirem do que chorarem. Quero que os leitores dos meus livros se sintam felizes ― a realidade já é deprimente demais. Ademais, eu tinha me dado conta de três fatores desconcertantes antes de escrever Alma?: dos contos que escrevi, os únicos que vendiam eram os que tinham aspectos cômicos; tanto o steampunk quanto a urban fantasy costumam ser bastante sombrios; a maioria dos meus autores favoritos era engraçada (PG Wodehouse, Douglas Adams, Terry Pratchett, Jasper Fforde). Achei que estava na hora de dar uma remexida nos gêneros e escrever um livro que incluísse um pouco de tudo do que eu mais gostava: uma heroína de personalidade forte, steampunk, urban fantasy e comédia.

- Todos os steampunks que li envolviam personagens na faixa etária de quinze anos, então por que uma mocinha mais velha, não seria mais fácil uma nos padrões convencionais?

GC: Pelo que li até agora, não creio que seja esse o caso. Então, não tenho como responder a essa pergunta, uma vez que foi feita uma generalização que não corresponde à minha experiência. 

- Os direitos de adaptação da saga foram comprados pela Parallel Films há quase um ano. Como você mesma havia dito, é difícil uma adaptação dos livros pelo orçamento sair caro. Houve algum retorno desde que o anuncio foi feito? E, hipoteticamente falando, se a adaptação saísse, qual seria seu cast dos sonhos?

GC: Não tenho notícias recentes a respeito da adaptação para o filme. Dê uma olhada em: http://gailcarriger.livejournal.com/208802.html. Fiz um post com o elenco dos meus sonhos para um filme, aqui: http://mybookthemovie.blogspot.com/2009/09/gail-carrigers-soulless.html

Perguntas feitas pela Editora Valentina:

– Lorde Akeldama é um vampiro com interesses bastante peculiares, alguns que não eram aceitos até bem pouco tempo atrás. Você recebeu alguma crítica negativa devido a esse personagem em particular?

GC: Lorde Akeldama é um dos meus personagens mais populares. Eu o adoro porque me divirto muitíssimo quando escrevo sobre ele ― aquele seu jeitinho peculiar que requer o uso de itálicos. Só mesmo lendo-o dá para entender por quê.

Eu adorei ter conhecido um pouco mais sobre essa autora tão cativante, e em saber que ela adora nos fazer feliz com sua comédia, pra mim foi demais. Espero que vocês também tenham curtido. Até mais!